Olá!!!
Como já havia comentado na postagem anterior as obras de Monteiro Lobato tem cada vez mais razões para fazer parte dos conteúdos trabalhados em sala de aula.
Neste mês a Revista Nova Escola publicou uma matéria muito interessante e de conteúdo bastante proveitoso para guiar as discussões do tema nas escolas.
Segue a introdução da matéria, não deixem de conferir a integra no site!
A representação do negro em Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato
Introdução No final de outubro deste ano, o Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou um parecer sugerindo a exclusão do livro Caçadas de Pedrinho (1933), de Monteiro Lobato, das escolas públicas – sob a alegação de que a obra trazia conteúdo discriminatório.
A medida alcançou repercussão nacional. Inúmeros leitores que se deliciaram com as histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo vieram a público manifestar sua indignação frente ao parecer. Entre eles, escritores conhecidos como Lya Luft que, consternada, escreveu em sua coluna na VEJA o artigo Crucificar Monteiro Lobato?.
Aproveite a discussão sobre a discriminação racial na obra lobatiana para convidar os alunos a conhecer um dos maiores nomes de nossa literatura infantil brasileira – que soube apontar com precisão os problemas sociais do Brasil da primeira metade do século 20. Mostre à turma que o autor de A negrinha (1920) e As histórias de Tia Anastácia (1937) preocupava-se em denunciar o preconceito racial por meio da representação impiedosa do negro no país.
Continua no site.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
A jequice da Era da Mediocridade não deixou escapar nem o criador do Jeca Tatu
Já havia ouvido comentários sobre isso em um grupo de professoras, no entanto o consenso em que chegamos é que suas obras são grandiosas o bastante para não serem esquecidas no fundo dos armários e que quando nos deparamos com situações em que o racismo possa se sobressair podemos usar este gancho para desencadear reflexões com os alunos. Pois é só refletindo sobre os problemas é que teremos a possibilidade de resolve-los.
Segue a matéria na integra.
O Brasil conseguiu ficar mais jeca. Depois de descrever a inverossímil quermesse patriótica montada para celebrar a fantasia do pré-sal, que chegou ao climax com a Proclamação da Segunda Independência pelo presidente Lula, o texto reitera nas três últimas linhas que os brasileiros ainda providos de lucidez continuavam a enxergar as coisas como as coisas são: "Sem parentesco com o país que o governo inventou, o Brasil real não mudou. Só conseguiu tornar-se ainda mais metido a esperto, mais grosseiro, mais caipira, mais jeca. Toda nação acaba ficando parecida com quem a governa".
Ficou mais parecida ainda nesta semana, informa o parecer do Conselho Nacional de Educação publicado no Diário Oficial da União de quinta-feira. Segundo a entidade, o livro Caçadas de Pedrinho, do escritor Monteiro Lobato, é perigoso demais para cair nas mãos dos alunos de escolas públicas.
Ficou mais parecida ainda nesta semana, informa o parecer do Conselho Nacional de Educação publicado no Diário Oficial da União de quinta-feira. Segundo a entidade, o livro Caçadas de Pedrinho, do escritor Monteiro Lobato, é perigoso demais para cair nas mãos dos alunos de escolas públicas.
Em que pecado teria incorrido o pai de personagens - Emília, Narizinho, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Tia Nastácia, o próprio Pedrinho - eternizados no imaginário de milhões de crianças brasileiras? Que crime teria cometido o admirável contador de histórias que inoculou em incontáveis gerações o amor à leitura?
Monteiro Lobato é racista, acaba de descobrir Nilma Lino Gomes, professora da Universidade Federal de Minas Gerais, que redigiu o documento endossado pelos demais conselheiros. No livro publicado em 1933, ela identificou vários trechos grávidos de preconceito, sobretudo os que envolvem Tia Nastácia, macacos e urubus. "Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano", explica a vigilante conselheira. Num deles, "Tia Nastácia é chamada de negra". Noutro, trepa numa árvore "com a agilidade de um macaco".
Monteiro Lobato é racista, acaba de descobrir Nilma Lino Gomes, professora da Universidade Federal de Minas Gerais, que redigiu o documento endossado pelos demais conselheiros. No livro publicado em 1933, ela identificou vários trechos grávidos de preconceito, sobretudo os que envolvem Tia Nastácia, macacos e urubus. "Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano", explica a vigilante conselheira. Num deles, "Tia Nastácia é chamada de negra". Noutro, trepa numa árvore "com a agilidade de um macaco".
Solidários com o obscurantismo dos conselheiros, os companheiros da Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC já resolveram que "a obra só deve ser usada quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil".
Quem não compreende coisa nenhuma é o bando de ineptos alojado nas siglas que vão colocando em frangalhos o sistema de ensino. Quem precisa tratar processos históricos com menos ligeireza são os cretinos fundamentais que ousam censurar a obra de um escritor genial. Só burocratas idiotizados pelo politicamente correto tentam aprisionar nos porões criaturas que excitaram a imaginação de milhões de pequenos brasileiros.
Ironicamente, um dos filhos literários de Monteiro Lobato é o Jeca Tatu. Nasceu para ensinar que o Brasil só conheceria a civilização se erradicasse o atraso crônico, as doenças da miséria, o primitivismo cultural - a jequice, enfim. No Brasil do presidente que não lê, não sabe escrever e celebra a ignorância, o caipira minado pelo amarelão, que fala errado e se imagina esperto, virou modelo a imitar. Ser jeca está na moda, rende votos, aumenta a popularidade. Pode até garantir o emprego de conselheiro nacional de educação.
Também no blog do Augusto Nunes
Quem não compreende coisa nenhuma é o bando de ineptos alojado nas siglas que vão colocando em frangalhos o sistema de ensino. Quem precisa tratar processos históricos com menos ligeireza são os cretinos fundamentais que ousam censurar a obra de um escritor genial. Só burocratas idiotizados pelo politicamente correto tentam aprisionar nos porões criaturas que excitaram a imaginação de milhões de pequenos brasileiros.
Ironicamente, um dos filhos literários de Monteiro Lobato é o Jeca Tatu. Nasceu para ensinar que o Brasil só conheceria a civilização se erradicasse o atraso crônico, as doenças da miséria, o primitivismo cultural - a jequice, enfim. No Brasil do presidente que não lê, não sabe escrever e celebra a ignorância, o caipira minado pelo amarelão, que fala errado e se imagina esperto, virou modelo a imitar. Ser jeca está na moda, rende votos, aumenta a popularidade. Pode até garantir o emprego de conselheiro nacional de educação.
Também no blog do Augusto Nunes
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